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(amo)nimos amográfos

⁠⁠[00:14, 30/9/2016] SOMEONE: 

⁠⁠⁠é a saudade que manda

desmanda

saudade do laço

do abraço

do amasso

da dança dos dedos

dos nossos enredos

das amarras

tua marra

da tua cara

fora da órbita

[daqui]

dentro da órbita

[de mim]

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Published at : 30-09-2016
By: Débora Tay
Category: Poetry and poems

Perseguição

Eu tenho uma mistura

De ansiedade e depressão

De tristeza e decepção

Que sempre acompanha meus passos


Eu tenho uma lista

De canções pros piores momentos

Mas vou ouvir uma só

Até que se esgote todo sentimento


Eu tenho a feição da indiferença

E um milhão de sentimentos agarrados na garganta

Eles precisam ser tratados com urgência

Antes que eu perca a consciência


Eu tô em busca do que eu nem sei o que é

Eu fujo, fujo e tropeço em mim mesmo no caminho

Não coexisto nem mesmo em grupo

Preciso mas nem sempre quero estar sozinho


Tem um monstro me perseguindo

Nós dois num mesmo labirinto 

A gente divide a mesma pele

Ele me enforca e depois fica rindo


Ele sobrevive das minhas lágrimas

E AMA me ver definhando

É egoísta, tranca todas palavras na minha mente

Eu o vejo por todos os cantos


Vejo-o no espelho

Vejo quando fecho os olhos

Ele que aponta essa faca pra mim

Ele que faz do meu corpo um lugar inóspito 


Sussurra palavras no meu ouvido

Preenche minha mente com todo esse vazio

Ele é tudo que eu busquei ser

Distante, se parece tanto comigo...


Eu já não o suporto mais

O sangue que o alimenta vem das minhas veias

Ele que direciona meus olhos pra tudo que não quero ver

Ele me tortura à todo instante


É uma questão de tempo: Eu o matarei mesmo que custe minha própria existência

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Published at : 29-09-2016
By: Marco Antônio Trindade
Category: Poetry and poems

Uma coisa que eu precisava te dizer Sobre compreender o que são oportunidades

São inegáveis as sensações, os sentidos, os diversos pensamentos que voam quando você encontra alguém que mexa contigo, não é mesmo? Pois, comigo não foi diferente, na verdade tem sido assim ainda, mas nem tudo sai como planejamos. Porque vem o tempo, vem a distância, vem as dificuldades, vem os “não posso”, e assim por diante até que talvez nos afastemos. Afinal, é a vida, certo?

Errado, ou egoísta seria eu te culpar por esses meus excessos: dúvidas, ciúmes, insegurança, leve tristeza, e talvez um pouco de insônia. Afinal, qual é a sua culpa nisso tudo? Você apenas surgiu e ficou não foi? Não me pediu nada, não me obrigou a nada, mas mesmo assim me senti bem e lhe dei de presente meu coração. (dar de presente, quer dizer que não é necessário uma troca, quer dizer que não há obrigação em ganhar algo de volta, simplesmente quando você se sente tão à vontade com alguém, você meio que presenteia alguém, e eu fiz isso, não, não foi sem pensar, eu pensei tanto antes, porém, confesso que sou meio que levado de vez em sempre pela emoção e impulso, e acabei escolhendo algo tão frágil, mas, sim. Ela cuida muito bem dele. Não tenho o que reclamar).

Confesso que eu não hesitei em apagar o meu “mundo”, para recriar um novo, já que o passado foi algo que não me orgulharia em te contar, e que bom você entender que antes de você eu “tive uma vida” e muitas histórias, e é tão bom que você faça parte da atual, e o quão importante tem sido em meu dia a dia a ponto de eu me questionar: “por que só agora?”

Sempre me esqueço de que não é no meu tempo, mas, sim no d’Ele, e agradeço por ter sido em Seu tempo.

Hoje entendo.

Leio e escrevo.

No mais, agradeço.

E se por acaso me perguntarem, como eu era antes de você. Eu não teria dúvidas em responder que sempre fui feliz, e que hoje sou ainda mais por ser o mesmo de antes, só que “melhor”. 

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Published at : 27-09-2016
By: Renan Ventura
Category: Articles and Opinion

Não é um filme, ou novela é somente a vida real De tantos calos, desisti de me cala

Eu quero ser e fazer tantas coisas ao mesmo tempo, que se quer consigo saber ou ser quem sou talvez esse seja um dos meus maiores problemas no momento. Não sei se vocês já estiveram nesta situação, mas, se sim. Devem saber do que eu esteja dizendo. E do problemão que eu tenha me metido.

Enquanto isso estou tentando abrir um programa de músicas para que me ajude a pensar e escrever mais coisas a vocês e também, a descobrir o porque da minha cachorra estar chorando, enfim, voltando ao assunto.

A certeza é que eu tenho andado um tanto estressado, ansioso demais. Talvez seja a idade chegando, o fato de eu estar ficando careca, e eu ainda estar solteiro morando com meus pais. Esse tipo de coisa é um saco pra quem sempre sonhou em estar casado aos vinte e cinco, e ter filhos. “les temps sont durs pour les reveurs”, e eu não fiz nenhuma destas coisas. Eu devo sempre me lembra que as coisas não são no meu tempo, Deus sempre tem um propósito ou aprendizado para tudo.

De fato eu tenho culpa nisso tudo, na verdade todos nós temos culpa em nossas decisões, somos estúpidos, emocionais demais, ou coisas do tipo. Deixamos nos levar em diversos devaneios sem raciocinar. Sortudos e fortes os que conseguiram se segurarem nessa empreitada, infelizmente eu não tive este sucesso. Mas, ganhei bastante bagagem para coisas futuras, eu acho.

Certo, eu escolhi uma música que não me ajudou em nada para escrever, sim ela diz algumas coisas que mexem comigo, não nego. Ela se parece como um filme de comédia romântica repleta de drama, só que não essa em especial, toca apenas na parte triste do filme, o que sugere uma musica mais animada para o final feliz, assim espero, porque, droga, eu faço isso desde os meus dezessete anos de idade.

“So far away, but still so near The lights go on, the music dies But you don’t see me, standing hereI just came to say goodbye“.

Típico de uma novela talvez.

Nossa, que texto brega, e sincero. Sim, estou parecendo um adolescente escrevendo um texto sobre meu tema favorito que todos vocês conhecem. Da qual eu acredito ser “fera” e saber quase tudo de todas as formas, porém, ainda assim eu não tenho ou faça parte. É um tanto irônico saber tantas coisas sobre “amor”, sobre dar conselhos, sobre qualquer coisa do tipo. Sim, eu já fui “Hitch”, me senti como o Tom de “500 dias com ela”, e hoje, mais pareço uma Bridget Jones escrevendo em seu diário.

Ah, estou rodeando demais, eu só queria escrever mesmo, já que não sei de nada na verdade, apenas vivi um monte de coisas e experiências. Sabe, acredito que realmente eu devo sossegar respirar mais, esquecer coisas, meditar, parar de fazer parte de redes sociais para encontros. Sim, eu parecia um “mestre” nesses negócios, infelizmente eu fui uma péssima pessoa quando mexia com maior frequência nesse aplicativo. Eu devo sair pelo quinquagésima vez deste troço porque realmente o que procuro não devo encontrar ali.

Tá, tudo bem, o que eu queria dizer desde o início era que “De tantos calos, resolvi não me calar” e por fim.

“I keep dancin’ on my own”.

E sim, minha irmã vai me zoar pelo texto e talvez, ela faça alguma campanha. Por favor, não aceitem! Não ligarei pelas zoações, afinal, não estou sozinho nessa, não é?

+

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Published at : 27-09-2016
By: Renan Ventura
Category: Articles and Opinion

Turismo no T

Foi em um dia qualquer de fevereiro, ou seria março? Isso é irrelevante, porque também não era um dia qualquer! Era aquele primeiro dia do ensino médio e após a desilusão de não ter um armário estilo filme americano e nem me apaixonar pelo capitão do time de futebol americano criando uma briga eterna com a namorada dele, que não casualmente seria a rainha da escola, mas isso não aconteceu e eu fiquei desiludida na parada.

Ok! Talvez agora você imagine uma cena de chuva com a cabeça baixa e sem guarda-chuva, mas a verdade é que estava quente, muito quente, mas quente mesmo!! Eu e mais um grupo da escola e mais alguns estudantes e mais alguns figurantes de todos os estilos.

Era a primeira vez que pegava ônibus? Não! Era a primeira vez que pegava sozinha? Menos ainda, mas era a primeira vez que pegava o transversal e o meu caminho era bem facinho, eu só tinha que descer 1km até a avenida Assis Brasil.

Ok! Subi no ônibus, sentei no meu lugar, liguei minha música e quando vi já estava...PQP!! Eu já tava lá na Avenida Ipiranga, do outro lado do mundo! Ah, deixa rolar! Recostei de novo aquele banco desconfortável e quase dormi até chegar lá no Barra Shopping, desesperada, com o dinheiro de outro ônibus tinha duas opções: 1) Ou voltava para casa ou 2) comprava um sorvete.

E se tenho algo para dizer sobre aquele dia? Aprendi três coisas: 

1) A parada do posto vai para zona sul.

2) O T4 nunca chega na Assis Brasil, ele para antes.

E por fim, mas não menos importante

3) Sorvetes são sempre a melhor opção.

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Published at : 26-09-2016
By: Sem Nome
Category: Short story


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