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- Questão de Natureza

Questão de Natureza

Natureza Humana, obviamente

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Questão de natureza humana.

Devemos morrer no Filho, que mata o pecador e ressuscita o ser humano. Ser humano sem natureza humana. Difícil, mas não impossível. O pregador que nos contou este tema, disse que numa história havia uma sociedade entre João e José. Num determinado momento José roubou João. O tempo passou, e José acabou se arrependendo. Por isso, José foi devolver a parte roubada a João. Ao chegar lá, José devolveu o valor, e começou a querer se explicar:

- Olha João, estou devolvendo a sua parte, e gostaria de explicar o motivo de ter te roubado. Quando João o interrompe:

- José, não precisa explicar nada, eu sei por que você fez isso. E José com cara de espanto pergunta: - Sabe? João responde:

- Sim, você roubou porque você é ladrão. José então passa a querer se defender e explicar seus motivos e pontos de vista, mencionando que não foi porque roubou a João uma vez que ele deveria ser tachado de ladrão. João por sua vez faz uma comparação a José:

- José, se fosse Jesus no seu lugar, Ele teria me roubado? De imediato José responde:

- Claro que não, Jesus jamais faria isso. João esclarece a questão:

- Pois é, você me roubou porque você é ladrão, e Jesus não me roubaria porque Ele não é ladrão.

É questão de natureza. Nós somos ladrões, assassinos, soberbos, gananciosos, mentirosos, corruptos, e a lista é longa. Faz parte de nossa natureza caída. A queda nos arruinou e nos despedaçou, e hoje vivemos migalhas do que poderia ser um banquete. Na verdade, pode ser um banquete, basta morrermos no Filho. O problema é que morrer é doído. Ainda que seja uma metáfora e não literal, dói morrer. Matar a carne todos os dias. Dizer não a determinadas situações todos os dias. Trazendo ao contexto bíblico, enfrentar o pecado dói. Sabe por quê?

Se pecado fosse ruim, ninguém pecaria. Para o homem o pecado é delicioso. Por exemplo, o pecado da soberba para alguém que deseja subir na vida, num cargo superior e obviamente se achar superior aos outros é excelente. É o prato do dia. Mas aí Jesus menciona que no Seu Reino, o maior é aquele que mais serve se tornando servo de todos (cf. Mc 10.43,44).

Tem também o pecado da ira, quando alguém erra contra nós em alguma situação, nossa sensação de justiça com as próprias mãos aflora numa tal velocidade que seria possível viajar no tempo e contemplar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, de tão rápido. Mas aí Jesus menciona que serão bem-aventurados aqueles que são pacificadores, porque eles serão chamados de filhos de Deus (cf. Mt 5.9).

Como vemos, o pecado alimenta apenas a carne, o ego, a alma. Porém, ele, o pecado, deixa um odor diferente. Um odor de esgoto. Esgoto a céu aberto. Esse é o verdadeiro cheiro do pecado. Este cheiro atrai abutres. Parasitas espirituais. Por incrível que pareça, não estamos mortos nesta condição, pelo contrário, estamos bem vivos. Na Terra, estamos vivos somente na Terra, e não no céu. Qual a receita? Morrer na Terra. Morrer no Filho. Morrer para o pecado. Na realidade, pecar cada dia menos. Porque pecamos todos os dias, então devemos pecar menos todos os dias. Até que todo o esgoto e o lodo saiam de nosso coração. Até que nosso coração seja desentulhado e verdadeiramente Cristo possa fazer morada.

Published at : 24-09-2016
Category : Articles and Opinion