A Arte de Viver

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   Após um dia crucialmente caloroso, nota-se ao final da tarde,a clara nuvem negra chegando ao seu destino. A ponte assustadoramente silenciosa, deixa-me verificar a beleza interior da cidade. Somente um restaurante aberto ao lado direito da ponte, recebe diversas famílias para agradar-se com a janta, em meio a silenciosa tarde de domingo. 

   No prédio ao lado,o senhor que tanto olhava sua janela, vê o balanço repentino das árvores, e as descreve em leves partes de seu quadro. Abre as duas cortinas, levanta seus braços, e pega seu copo com uma porção de água. Visualiza calmamente a chuva vindo em sua direção e assim como sua vontade majestosa para pintar, nota como o final do dia é lindo. Magnífico. Digno de pintura. Toma iniciativa e coloca outro quadro no lugar do antigo rabiscado. Como se estivesse inspirado demais para uma só pintura. Olhou para o destino da arte. A árvore mais antiga da cidade, a que todos olhávamos quando estávamos em prédio alto. Ele sorriu e pegou seu pincel, como se tivesse sido despertada toda a sua vontade de conseguir o quadro perfeito. 

   Quando acabo meu chá, noto que ele consegue ver mais que uma árvore. Vistorizo o quadro do restaurante, e é como se o quadro em si tivesse vida. Como se tivesse se manifestado e se feito na vida real. Foi como um sonho, que virou realidade. Ou uma realidade sendo sonhada. E naquele exato momento, me dou por conta de que, aquele pintor desconhecido, é como nós, seres humanos. Aquele quadro, é a nossa vida a ser feita. A árvore, são nossos sonhos a serem realizados. Os pinceis, as nossas ações e as tintas, nossas alternativas. 

   Ele não estava somente pintando um simples quadro que no final do dia seria mais um. Ele estava pintando a sua vida. Estava fazendo a sua vida através de arte, sendo o artista da sua própria vida. 

Published at : 03-12-2016
Category : Short story