Descobrindo o meu Eu.

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A montanha em minha frente é simplesmente linda. Ela para uma obra de arte retratando a mais bela natureza que nos circula. Olho com tanto brilho em meus olhos para ela que quase me esqueço que devo subi-la brevemente. O desafio está prestes a ser concluído. A promessa que eu fiz a mim mesma de subir a montanha até chegar no topo, será realizada hoje. Agora. Respiro alto e começo a subir.

No início, começo a pensar em tudo que me motivou a embarcar nessa aventura. Todas as decepções, todos os dias chorando claramente em meu quarto, todos as falsas expectativas que eu possuí nessa louca aventura chamada vida. Meu pé dói. Mas se toda dor fosse motivo para desistir, nem estaria aqui subindo. Cada minuto que perdi para me dedicar aos meus sonhos. Cada manhã acordando cedo e olhando para o nada quase pensando em desistir, valeu a pena. Queria falar á eu de antigamente que, se ela desistisse lá atrás, aqui na frente, não seria um montanha na sua frente, mas sim problemas. Ela não ficaria triste em seu quarto. Ficaria motivada.

No meio do caminho, paro. Abaixo a cabeça e respiro fundo. Noto que minha boca estava seca, mas não liguei. Queria somente chegar lá. Chegar no final da minha missão. Quando passo da metade, olho para baixo e reflito; O Universo é engraçado. Todo tipo de coisa que me aconteceu, não foi a toa. Claro que não. Tudo foi feito para mim chegar aqui, olhar a obra do Universo e ver que se não fosse por ele mesmo, não estaria aqui.

Quando chego no topo da montanha. Arrumo minha mochila e a coloco de lado. Vou um pouco mais para a frente e sento-me com uma vista digna de ser final de filme. Só aquela imagem em si era empolgante. Levanto-me e começo a chorar. Porque pela primeira vez, eu realmente descubro o meu verdadeiro Eu. Choro porquê querendo ou não, a vida é injusta. E só por poder viver, já é o suficiente. Eu esperei esse momento. De descoberta. Todo machismo, todo os pontos negativos que a vida me possibilitou, valeu a pena, e pela primeira vez, sinto isso. O vento levava meus cabelos de um lado para o outro. Abro os braços, fecho meus olhos e sinto a lágrima quente caindo. Me orgulho por descobrir que posso fazer de tudo um pouco. Orgulho-me ainda mais de ser essa mulher forte que sou, mas o que realmente me deixa orgulhosa, é que agora que estou no topo da montanha, eu posso ser grata ao dizer que encontrei a paz.  

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Published at : 30-01-2017
Category : Short story