Crônica de George

Font Size:

“ Levou muito tempo até que compreendêssemos o nosso sentindo, agora já não mais vivemos, apenas sobrevivemos ao nosso trágico destino, de não morrer hoje para lutar novamente amanhã, quem sabe assim teremos um minuto de paz ”

- Mestre, escrevendo novamente.

- Ah sim Jana, preciso acabar isto logo, o manual do professor.

- Sortudo será quem ler seu livro, tu é o melhor mestre que já tive.

- Não precisa me chama assim Jana, já somos amigos, pode me chamar de George.

Como sabemos a humanidade se organizou em grandes comunidades após temos destruído o planeta quase que por completo, essas comunidades são conhecidas como “Corpos” pois a coletividade ali encontrada fluir harmoniosamente, cada setor da comunidade é na verdade um membro, os militares são os braços para atacar e defende, a cabeça nosso QG, o tronco os trabalhadores e as penas são escolas que nos impulsionam para frente.

Existem na verdade seis corpos, ou seja... seis grandes comunidades humanas, sendo a maior o terceiro corpo, ao redor das muralhas protegidas destas cidades se encontram pequenas vilas, a maior delas é Ágata, nela encontramos George, o ser humano mais inteligente conhecido, preferiu uma vila ao invés das grandes cidades com suas muralhas.

- É muito barulhento, preciso de um lugar tranquilo para estudar – dizia ele quando questionado.

Em Ágata, George se tornara professor de Jana, a filha do Senhor daquela vila, que a confio com extremo cuidado, pois além de amá-la muito, sabia que havia de prepara-la, já que depois de sua morte, Jana se tornaria a senhora de Ágata.

Os dois tinham uma relação de grande amizade, a meiguice de Jana lembrava George de sua filha, que perdeu anos antes para uma criatura da selva.

Essa amizade despertava peculiar ciúmes em Roberto, um filho de comerciante que pretendia se casar com Jana, não por amor, mas por interesse, o que ele queria na verdade era controla Ágata, mas como não tinha sangue azul sua melhor chance concluiu ele, seria conquista a filha do chefe, assim quando ela se tornasse senhora da vila poderia manipula-la da forma que quisesse, manipulando também o destino de Ágata.

George era sem dúvidas uma pedra no sapato, com sua inteligência rapidamente perceberia os planos de Roberto, costumava-se dizer naquela região que George fora abençoado por papeis divinos, fragmentos das cinzas do primeiro mundo, por isso era temido e respeitado.

Essa era a crença local, mas o que realmente aconteceu? Bem... George realmente achou em uma excursão papeis do primeiro mundo e levou dez anos para decifra-los, a recompensa de sua obsessão fora ter adquirido a habilidade de manipular as pessoas de ferro, conhecidas no dialeto do primeiro mundo como “robôs”

Dizia a crença local que depois das estrelas terem criado o primeiro mundo, viram que suas criaturas de carne precisariam de auxílio, então as estrelas deram o conhecimento necessário para que os humanos de carne construíssem servos de ferro, os humanos armaram as pessoas de ferro com armas divinas para que elas os protegessem, porém a humanidade de carne se perdeu na escuridão e sua guerra como sabemos destruiu o primeiro mundo, sobre o pó e a cinza deste brotou da terra o segundo mundo, mas as estrelas castigaram as pessoas de ferro por não terem conseguido protege suas preciosas criaturas, condenando as a ficarem como mortas, até que alguém talentoso o suficiente decifrasse os papeis divinos, que nada mais eram que “livros de robótica” no dialeto antigo.

Sempre que podia Roberto que já era conhecido do Senhor de Ágata, murmurava no ouvido do mesmo contra George, falando que alguém tão inteligente assim devia se mais vigiado, afinal ele poderia facilmente lidera uma revolta contra a corte, graças as Estrelas o Senhor de Ágata confiava em George, com isso aos poucos o ciúme de Roberto se tornara inveja e ódio, na verdade eram como duas arvores podres que todo dia de manhã Roberto regava com muito cuidado.

Agora o importante não era afasta o mestre da aluna, mas destrui-lo, sua presença se tornou insuportável.

A melhor forma de destruir George, pensou Roberto, seria destruir as coisas que ele amar, bem... É fato sabido que George tinha uma mulher e um filho que amava mais que todo o conhecimento do mundo, também é fato sabido que se alguém cometesse uma falta grave o suficiente seria exilado ou até mesmo, morto.

Certa vez Roberto vigio o filho de George nas sombras por um longo tempo e logo memorizara sua rotina, um dia envenenou com veneno caseiro uma fruta típica da região, a preferida de Jana, e pediu que o filho de George entregasse a Jana, pois George o pedira para fazer isso, mas como sua mãe estava doente não tinha tempo, segundo o mentiroso.

A ingênua criança que também era muito caridosa atendeu ao pedido de Roberto, é claro que Roberto não queria matar sua futura noiva, apenas deixa-la doente, mas sem querer colocou em pratica seu plano, justo na época que a vila enfrentava grave falta de remédios, Jana morreu poucas semanas depois e o Senhor de Ágata surtou de raiva, mandou prende o filho de George, sua mulher como toda mãe intercedeu, mas acabou sendo morta pelos guardas.

Tão universal quando o amor, são as lagrimas de uma mãe, lagrimas essas enxugadas pelo filho de George minutos antes de ela morrer e o menino se executado por traição de alto nível.

George estava em uma pesquisa de campo, quando voltou soube da desgraça, depois do desespero foi procura quem o fizesse justiça, o que causou grande agito na vila, e com isso o senhor de Ágata lembrou-se das palavras de Roberto “alguém tão inteligente devia se mais vigiado, afinal poderia facilmente lidera uma revolta”

Acabou que George foi exilado, para as terras distantes além da casa das criaturas da selva, primeiro ele pensou em se mata e foi com especial cuidado que ajeito sua forca, devia te feito antes, pois no momento que fazia o nó olhou para o céu e viu a imagem de Jana, falando que faria dele Rei.

Se pensou caro leito, que nosso infeliz estava louco acertou, o pobre coitado enlouqueceu como nunca se viu antes, começou a peregrina dizendo que recebera uma profecia do céu, onde ele seria rei, de certa forma tudo se cumpriu, pois um dia vez quando George se escondeu da chuva em uma caverna, foi mais a fundo e descobriu que na verdade a caverna era uma entrada para ruínas do primeiro mundo, no dialeto antigo “fábrica de robôs”

George lembrou-se de seu dom divino e tratou de construir pessoas de ferro que imitavam a imagem de sua mulher e filho, depois disso programou robôs para serem seus servos e lá ele reina até hoje, hoje é conhecido na crença local como o “Louco do Ferro”

Published at : 15-03-2017
Category : Short story