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- Meu amigo urso

Meu amigo urso

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Henry morava com a avó materna desde quando nascera numa região montanhosa. Sempre dormia ouvindo os contos daquela que era muito mais que uma avó em sua vida; pois a mulher, além de lhe tratar muito bem, ainda preenchia qualquer falta que pudesse existir em sua vida. Como sempre ele fantasiava em seus férteis pensamentos as histórias ouvidas de mulher de média idade, costumava dormir e acordar pensando em como seria se pudesse viver como os persongens que tanto admirava.

Certa vez, após “pegar no sono” ouvindo uma daquelas tantas fábulas, acordara, pouco tempo depois e, sem que a avó notasse, abriu a porta e escalou uma das montanhas que se inicava bem próximo de onde moravam. Havia se agasalhado muito bem, mas mesmo assim sentira enorme frio. Cerca de uma hora depois já está diante de alguns grandes pinheiros e numa altitude bem elevada. Ali, debaixo de uma das grandes árvores, ele esperou pelo primeiro animal que surgisse. Quando já estava para desistir da espera, para sua surpresa, ouvira as pisadas de um pesado animal que quase fazia estremecer o chão em que pisava. As batidas de seu coração se intensificaram quando um enorme urso apontou, vindo em sua direção e parou bem diante de si. Naquele instante se arrependera de ter chegado até ali; mas, demonstrando coragem e ainda com a mente bastante produtiva, Henry resolveu agir. “Boa noite senhor ursu, tudo bem?”

Quando já estava a ponto de desisitir da conversa, ele teve outra grande surpresa ao ouvir do enoeme peludo: “Boa noite. Estou muito bem e você, o que faz por essas bandas nesse horário?”

Trêmulo, mas muito animado e meio zonzo, ele, após ter respirado profundamente, continuou: “Vim aqui procurar algum animal para conversar; minha avó até disse que eles não falam com pessoas, mas eu não acreditei. E acho que tinha razão”. “É, quando se acredita firmemente em algo, se não for coisa ruim, isso costuma acontecer”. Disse o grande animal, se aproximando mais um pouco do garoto.

“Meu nome é Lovowsky”.

“Eu me chamo Henry”.

“Já que chegou até aqui, não desejo vê-lo transformado em um sorvete humano”. Continou o urso. “Vamos até minha casa para conversarmos um pouco”.

Henry, durante a caminhada de uns dez minutos até que chegassem à caverna aonde vivia Lovowsky, beliscou-se por duas vezes, para constatar se não estava dormindo ou morto. Ali chegando, ficou sabendo que o novo amigo morava sozinho, gostava de dormir, sobretudo em tempos de longos invernos, algo costumeiro na região em que viviam, e que ele passava longos períodos sem comer, mas que apreciava todo tipo de carnes vermelhas, bem suculentas, cruas e frescas. Não sentira mais medo diante do novo amigo; disse-lhe que tinha 12 anos, que gostava de morar com a avó e estudar e também amava carnes, bem fritas e cozidas, como ela costumava fazer. Somente quando olhou para o pequeno relógio digital que carregava em seu pulso, noto que este indicava 4 e 30 da manhã, e percebeu que já era o horário de voltar para casa.

Despediu-se do grande amigo e, perguntado por este se iria voltar, respondeu que sim, antes do próximo inverno.   

Published at : 15-05-2017
Category : Short story