COVNI - COisa, Voadora, Não, Identificada

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Levantei — como de costume — antes das seis. Comi uma banana, tomei meu iogurte e depois deste lanche Frugal detonei alguns biscoitos de chocolate, ninguém é de ferro, Né!

Escovei os dentes, li meu jornal, li nada, observei a capa, sem paciência pras “mesmices” da corrupção e o pais em recessão. Só os políticos não admitem, também o governo concedeu quase 40 cadeiras , ministérios pra que todos ficassem satisfeitos...

Se espremer o jornal sai dinheiro, vou colocar o balde de frente a TV. Se desse monte de dinheiro desviado, sonegação, corrupção, cair ao menos 1%. Nunca mais ‘ce’ vai trabalhar mulher, vai ganhar aquela “recauchutagem”, os vizinhos vão falar que ‘tô’ pegando a ‘novinha’.

...bem, mas não é pra isso que escrevo. O que veio depois vai te deixar de queixo caído, de cabelo em pé, nauseabundo — nauseabundo é bom —.

Ao destrancar a grade que da para a garagem — sim, tenho grade de dentro de casa pra garagem — vi, pela sombra, algo estranho no passeio. Estava meio escuro, então resolvi abrir e ver o que era. Quase fui derrubado, entra uma coisa voadora totalmente desgovernada.

Um aparato de primeiro mundo. Não posso dizer que era um disco, que era um trem, que era uma bola, ou um avião, um drone ou algo parecido. Era estranho, parece que o ar passa por dentro e por baixo. Como não girava fica difícil dizer o que era. Pra ficar fácil a nossa comunicação vamos dizer que era uma “Coisa”, e não voava, pois não tinha barulho. Não vi motores. Flutuava! Um exemplo bem tosco do que acho que era pelo meu fino tato: imagina um grande imã. Mas muito grande. Ai você coloca outro imã, bem menor, sobre o imã grande, com pólo invertido, virado para baixo. O que acontece com imã pequeno sobre o imã grande? Flutua!!! Nosso planeta é uma grande bola magnética. Essa coisa com varias entradas e saídas de ar, tipo dutos, alternando os pólos, com o apoio do ar, se locomove. Incrível, não?

— Quem bate?

— A policia!

— Do que se trata?

— Fomos acionados pela central. Sobre um objeto estranho parado de frente a sua garagem. — Esta tudo bem?

...Raios, porque quando a gente não quer nada com a policia, ela aparece, mas quando queremos ficar em paz, eles insistem em nos apanhar?...

— Tudo bem!

— Abra o portão, por favor, queremos averiguar.

— Tudo bem senhor policial, era só a minha esposa.

...Minha nossa como vou esconder esse troço? Está inclinado, para caber nesse beco que chamo de garagem. Deve medir uns três metros. Pensa rápido, ‘pera’, vou medir, 2,75 metros, quase não cabe.

Como a polícia vai entrar? Nessa garagem, se colocar um fusca tem que rebater os retrovisores. Como vou esconder essa coisa? Ao menos se desse pra carregar?...

Como essa coisa fez isso? Deve pesar de 3 a 5 quilos. Sou ruim de peso e medida... pesa menos que um saco de arroz... é isso. Hum.... — No roupeiro não cabe nem um peido, gaveta num rola... se ao menos este troço ficasse invisível.

“Caaarrraaalllhhhooo…”

— Tudo bem senhor?

— Homi de deus quem ‘tá’ esmurrando esse portão? Abre logo... ou vou ter que sair daqui pelada pra atender… sabe lá... — Deus sabe quem!

‘Pera mozim’, ‘vô’ atender!!! — Senão você mata a polícia de susto!

...É agora? o que faço? como chego lá segurando o nada? Se tivesse dito pra essa coisa pendurar no teto!...

— ‘Carrraaaccaaa’!!! O troço atende comando de voz...

— Por favor, abra!

— Bom dia, estava me recompondo, a dona onça ‘tá’ no chuveiro.

— Fomos acionados para averiguar um objeto estranho de 2 a 3 metros, parado na frente desta residência.

— Desse tamanho só se for a perola que, a essa altura, deve estar entalada no vaso sanitário. Vieram levá-la? Não ‘dô’ essa sorte, não ‘né’!? Busca em domicílio é querer demais!

— É um caso sério senhor, sem piadinhas ou trocadilhos.

— Bem que o padre falou: “ate que a morte os separe”.

— Olha, já vimos que algo deste porte não caberia neste beco que parece garagem. Desculpe-nos o incômodo.

— Passar bem senhor policial.

— ‘Homi’ de deus, o que ‘tá’ acontecendo???

...eee ‘jaburu’ num para de chamar…

— O que disse?

— Estou conversando sozinho Amor!!!

— Há sei…

— Coisa! Como vou te ver? Ok, eu digo você me houve, pois bem vamos fazer um teste. Se eu pensar uma coisa e dizer outra?

Penso verde, — Azul!

Falo — Futebol. Penso em sexo! — Sai daí trem, se a mulher chega vai me matar. Caraca tira essa ventosa daí, “putamerda” que o trem ‘ta’ é bom… sai delícia!

..Como tive sensação de prazer com roupa e tudo?...

— Que gritaria é essa? Se eu sair do banheiro ‘ce’ vai ver!!!

— Nada não ‘pequerucha’.

…. de 120 kilos….

— Putz… que sufoco de ventosa gostosa!? Pode sair, que ‘tá’ bom, tá, mas não posso! Gente como você chegou, e como ‘ce’ vai embora?

...Você chegou até mim por conexão de energia cundalini? Pesquisando na internet… há… energia sexual! Por isso que estamos bem conectados.

— O que você é?

...Parte de um ser de outra galaxia!...

— Então você é um ser vivo, tipo um animal de estimação!

...Não?...

— Como assim parte de um ser?

...Existem outras formas de vida que se acoplam!...

— Que barato!

...Estamos conectados por uma energia sexual, universal!...

— Entendi. Assim você pode se tornar parte de mim. — Mas por que veio?

...Está degenerando e deve ser enterrado, é uma biotecnologia avançadíssima e super perigosa se mal explorada!...

— Gostaria muito de saber mais sobre você.

— Vamos partir pro meu sítio para que eu possa te enterrar!

— Benhê... Lindona!!!

— Já saí, que ‘ce tá gritano’, estrupício!

— Amorzinho... vou no Betão, mecânico, pegar o fusca.

— Que ‘ce’ tá segurando, seu doido!

— É…. é… é…

— ‘Ocê’ volta logo que hoje eu ‘tô’ pegando fogo, não sei por quê!

— ‘Iche’, ‘tô’ ferrado!

— Me dá sua carteira, te conheço, vai acabar indo pro ‘buteco’. Com essa mão pra cima... parece doido!

— Precisa não ‘mozinho’…

— Me dá agora!!!

— Há, ‘tá’ bom...

— COVNI como vou te levar, ‘prum’ lugar digno de sepultamento. Amigo!

— ‘Homi’ de DEUS ‘ocê’ já me deu um monte de apelido. Mas esse tal de COVNI o que é isso? ‘Ce tá’ doido?

— Iche ela escutou, como vamos partir pro sítio!

— Como?

Published at : 18-05-2017
Category : Short story