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- Descobrindo ser quem se é

Descobrindo ser quem se é

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Havia um garoto curioso, risonho e criativo. Seu humor e originalidade vibrante o tornaram único entre todos os outros. Sincero em suas palavras atraia olhares intrometidos e julgamentos questionáveis. Suas habilidades sociais, apreciação das boas vestimentas e seus trejeitos convenciam a todos de que suas preferencias eram duvidosas e sua orientação paralela. Apesar, desses murmúrios e acusações que o cercavam, mantinha a fiel postura dos sentimentos, mesmo que estes fossem hesitantes.

Externamente, ele sempre aparentava ser seguro, alegre e eloquente. Contudo, por baixo de todos os seus gracejos escondia um garoto amedrontado que não se reconhecia no espelho. Um garoto perturbado pelas vozes dos estranhos presunçosos que sempre acreditam conhecer os segredos do mundo e dos corações alheios.

O garoto logo seria um homem, conservava a simplicidade das crianças e não aparentava estar abalado com os vultos julgadores que a sua vida atormentavam. A ele foi imposto uma cartilha de corretas ações, da qual nunca deveria abandonar. Agindo como a pessoa que esperavam que ele fosse deixando suas emoções mais confusas. Eles insistiam para que sempre atuasse como aguardado, contudo era visível não ser esse o seu habitual.

Ainda não compreendendo e privado de sua voz por aqueles que sempre expressavam o que devia sentir. Seguiu sendo quem não era, sem jamais em voz alta admitir que estava vivendo para os outros e não para si. Quem poderia culpa-lo de não ser autêntico, mesmo que pelos murmúrios a volta ele fosse calado, permaneciam sendo o máximo de si mesmo que entre as privações poderia ser.

Pode ter sido aos poucos entre as fases que enfrentava ou em um simples instante, que seus olhos fechados foram escancarados. Descobrindo seu verdadeiro valor nas suas limitadas ações, permitindo romper os padrões. Olhando de relance seu reflexo no espelho notou a si mesmo não aquele que os outros tentaram moldar.

E quão gratificante foi quando descobriu quem era, e começou a ser de propósito. Não importava aquilo que os outros pensavam e propagavam de si, tenha veracidade ou não. Seria aquilo que se permitisse ser a partir do momento que descobriu que sempre fora.

Sorriu novamente somente para si, sabendo que era apenas o início de sua história de autoconhecimento.

Published at : 04-01-2018
Category : Short story